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The Rip Curl Pro & Professional Surfing

Nesta fase, Warbrick e Singer se aproximaram da Associação Australiana de Surfriders – que organizava o evento anual de páscoa em Bells Beach – se oferecendo para torná-lo o primeiro campeonato de surf profissional da Austrália.

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Este foi um corajoso movimento que ressoou nos anos 90. Enquanto sua maior liga de esporte tais como o tênis e o golfe haviam se profissionalizado nos anos 60, o surfe de competição no início dos anos 70 ainda estava num estágio embrionário, com apenas alguns amadores dedicados a administrar, sem nenhum tipo de patrocínio. (No final dos anos 60 haviam algumas esforços sem muita organização para tentar estabelecer eventos profissionais e um esforço um pouco mais sofisticado por parte da vodka Smirnoff, mas o esporte permaneceu essencialmente amador até que a Austrália apontou o caminho).

O primeiro Rip Curl Pro em 1973 foi realmente muito pequeno, com surfistas competindo pela premiação, o qual dava para cobrir um pouco mais do que a gasolina e alimentação, e consideravelmente menos do que suas passagens aéreas! Mas o campeonato, vencido pelo lendário Michael Peterson, estabeleceu os trilhos para a locomotiva do surf profissional.

Em torno de 1974 empresas como Rip Curl e Coca Cola patrocinaram o primeiro tour professional da Austrália. Os campeonatos atraíram a maioria dos melhores surfistas do mundo e criaram um novo conceito para o surfe.

Enquanto a criação do Bells Beach Easter Classic é um dos maiores capítulos na história do surf Australiano, o primeiro Rip Curl Pro é o verdadeiro início da história da conversão do surf para o profissionalismo.

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É pouco difícil de visualizar, mais de 25 anos depois, o que representou o passo dado na direção de transformar o Bells em um campeonato profissional em 1973. Enquanto esportes como tênis e golfe tinham profissionais para toda uma década, havia apenas 5 anos que o tênis conseguia enviar profissionais para jogar em Wimbledon, iniciando assim, a era daquele esporte.

Por intermédio do Barão Kerry Packer seria introduzido o profissionalismo no cricket em 1977, mas o anúncio da Rip Curl quatro anos antes estava fazendo história. Havia quem lamentasse a introdução da cultura do dinheiro no meio do surf, particularmente em Bells, mas em seu próprio sentido estava tão consagrado como um verdadeiro campeonato quanto o próprio Wimbledon.

Desde sua inauguração no início da década de 60, o encontro em Bells havia sido frequentemente abençoado com grandes e poderosas ondas que puseram à prova as habilidades e a coragem dos melhores surfistas Australianos e especialistas em ondas grandes. Eu seus mais remotos dias, lendas das ondas grandes como Bob Pike, Peter Troy e Nipper Williams iriam limpar o pó de suas gunzeiras e atuar no único campeonato Australiano que oferecia ondas regulares que se comparavam às ondas do Havaí, tanto em tamanho quanto em força.

É claro, nem todos os anos eram perfeitos, mas em 1965 o swell atingiu o pico de quase 20 pés e em 1969 a maior parte do evento rolou em fabulosos 10 pés de onda. Com condições como estas, era natural que Bells se tornaria o palco número 1 em atuações de todo o país.

Portanto, em 1973, o Rip Curl Pro se tornou o primeiro evento de surfe profissional da Austrália, com a melhor competição de “dinheiro para a cerveja” do país, o que era gasto rapidamente nos bares locais.

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Apesar do medo dos conservadores, o dinheiro não corrompeu a maior festa do surfe do ano. Não poderia. Não havia o suficiente, mas de uma forma ou de outra, a era dos verdadeiros surfistas profissionais não estava acabando.

Na metade da década de 70 o Rip Curl Pro se tornou um do mais altos picos do circuito internacional pro – uma evento festivo com boas ondas rolando com freqüência. O Surfista e cineasta Jack McCoy tinha um restaurante chamado “The Summer House” (A Casa de Verão) e entre eles, o bar e as casas de alguns locais, a festa nunca acabava.

Mas o Rip Curl Pro era mais do que um apenas bom tempo – junto com os perfeitos swells do outono, a semana da páscoa parecia atrair mais do que suas características climáticas. Era um verdadeiro palco de surfe. Surfistas como Jeff Hakman, Terry Fitzgerald, Paul Neilsen, Wayne Lynch, Maurice Cole, Shaun Tomson e Reno Abellira estavam sempre excelentes em perfeitas e grandes condições, enquanto surfistas experientes como Nat Young, Peter Drouyn e Rod Brooks sempre guardavam o seu melhor para o Rip Curl Pro.

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Em 1977 havia uma nova classe de surfistas fantásticos, liderados pelo Narrabenho, Simon Anderson, que era impossível de ser parado naquele ano com manobras de borda a borda em suas incríveis rabetadas. Em 1980 havia ainda outra classe, desta vez, liderada por Tom Caroll e Curren.

Mas o Simon ainda não estava em seu apogeu. Em 1981 – no maior e melhor Rip Curl Pro desde 1965 – o gigante elevou sua performance no maior anfiteatro do surf, onde foi possível ver a melhor e a mais corajosa exibição em um campeonato, jamais vista anteriormente fora do Havaí.

Mesmo que o Rip Curl Pro não tivesse tornado isto possível pelos anos desde 1981, foram feitas muitas outras exibições memoráveis, em Rincon e no Bowl.

Durante o final dos anos 70 e início dos anos 80, as finais de Rincon nos menores anos se transformaram em festas de bebedeira por parte daqueles que patrocinavam os finalistas – o barulho, os bons negócios que definiram a diferente atmosfera em que a Rip Curl trabalharia ao longo dos anos. E se a galera ficasse cada vez maior e mais barulhenta ao longo dos anos, cresceria também a audiência pelo mundo. Mais de 20.000 pessoas assistiram a memorável final de 1987 quando Nicky Wood, de 17 anos, mostrou capacidade e habilidades além de sua idade para se defender contra o estreante Richard Marsh na final.

O ano também acompanhou o surgimento de Damien Hardman, que saiu dos trials com suas armas flamejando. No ano seguinte, Damien surpreendeu o Bowl com seu ataque de backside para levar o seu primeiro Rip Curl Pro.

Em 1993 a história do surfe foi novamente escrita quando a Rip Curl foi em busca do The Search em uma trip de carro pela costa de Johanna, a duas horas de distancia, onde Damien venceu novamente. Felizmente a lei do bom senso dizia que isto não iria acontecer duas vezes em nossas vidas. Mas o fato do campeonato ter sido mudado indicava claramente o porque do Rip Curl Pro ser tão especial, sustendando o verdadeiro espírito acima de qualquer coisa.

NOTA DE RODAPÉ: Em 1977 o Rip Curl Pro celebrou seu 25º aniversário e foi abençoado com o melhor surf desde 1981 e o mair crowd desde 1987. Coincidentemente, o governo Victoriano anunciou que o Rip Curl Pro “oficialmente” se classificaria como um dos 6 “Hallmark International Sporting Events” (Eventos Internacionais de Esportes de Marcas) ao lado da Fórmula 1 e GranPrix de motocicletas, a copa de Melbourne, a liga Nacional de Futebol Australiano, e o campeonato Australiano Open de Tenis. Foi um longo caminho desde 1973.
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